<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6379135093079228549</id><updated>2012-01-17T11:02:59.642-08:00</updated><title type='text'>Fenix - A arte do renascer</title><subtitle type='html'>Talvez, uma autobiobrafia com o objetivo de passar adiante a minha experiência com a maior riqueza de detalhes que eu puder...
Comentem e critiquem, mas, não façam que a sua passagem por aqui fique em branco.
Muito obrigado por me visitarem e espero que acompanhem a publicação.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://artedorenascer.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6379135093079228549/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artedorenascer.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Fenix - A arte do renascer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18401939366123544762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_zxjlmQeJG5Y/TT35X1TREgI/AAAAAAAAAJQ/LR1h0d2pDvs/s220/lanc%2B17.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6379135093079228549.post-7187496740510937340</id><published>2008-04-19T15:29:00.001-07:00</published><updated>2008-04-19T15:52:40.673-07:00</updated><title type='text'>Quase toda história...</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Não é nada fácil desapegar-se de um cotidiano e entrar em um mundo completamente desconhecido, vendo que sua vida mudou num milésimo de segundo, em um piscar de olhos me encontrei a três dias de distância cheio de tubos e cateteres, rodeado de barulhos estranhos, porém, compassados. Uma vida ativa, cheia de trabalho e preocupações, o barulho dos carros, o trânsito, até mesmo a poluição, tudo deixado para trás. Depois de uma brincadeira de gosto amargo; de repente me pego num silêncio quase mórbido, num lugar frio que chegava a “doer os ossos”, um caminho lento, doloroso e sem nenhum retorno pelos próximos quilômetros. Essa é uma história que pra algumas pessoas seria de dor, sofrimento e desespero, mas terá doses de humor e amor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Uma história qual, existe alegria, realizações, decepções e, em meio a um turbilhão, uma linda história de amor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;                                &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Acredito que não mudarei a vida de todas as pessoas e nem tenho a pretensão de mudar a vida de ninguém, quero apenas contar a minha história e fazer com que as pessoas vejam pelo menos um pouquinho que, nenhum problema é tão amargo ou tão difícil de ser resolvido quando, as brechas das fibras desse problema podem ser preenchidas com muito carinho, amor e muito, mas muito humor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Cap.I- Rompendo fronteiras&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Na grande cidade de São Paulo me fiz “homem”, aprendi a ser responsável e a me virar com meus próprios problemas, e vez ou outra achava tempo para dar um jeito no problema dos outros. As coisas foram melhorando, e junto ao meu tio começamos a ganhar dinheiro de verdade. Sem maiores preocupações com aluguel, comida ou até mesmo combustível, pois tudo isso era custeado pelo tio, a minha vida era um mar de rosas, tinha um salário de respeito que era gasto, na maioria das vezes, com grandes baladas e motéis, casos quais não sei se serão contados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;A vida boa me fez esquecer de alguns princípios básicos ensinados pela minha mãe na cidade de Bauru onde nasci no interior do estado. Dna. Cleusa, minha mãe, sempre nos estimulou, a minha irmã e eu, a termos um segmento religioso, dando preferência ao&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Cristianismo. Minha mãe uma jovem senhora, muito bonita que de forma alguma aparentava a idade, funcionária publica, formada em psicologia, de uma cultura irreparável, soube criar-nos muito bem, nunca tivemos muito luxo, porém, nunca nada nos faltou. Vinda de uma família de classe média-alta, soube se virar muito bem quando se separou do meu pai. Resumindo tive uma vida normal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Mudei-me para São Paulo aos 23 anos, antes disso, era musico, até que conhecido na cidade, na época chegamos até a gravar um CD de MPB, meu amigo André Turco e eu. Numa tarde de sábado, estava eu em casa arrumando a minha tralha pra tocar, quando inesperadamente, chega o meu tio Roberto, para os mais íntimos, tio Betão. Administrador competente, professor universitário e ótimo economista, uma pessoa com um coração infinito, seu maior sonho foi sempre ver a família reunida e sem preocupações, independente quais fossem. Ele chegou por volta das 16h30min olhou para mim com seu jeito serio e disse para eu arrumar as malas. Com cara de curioso, mas, sem questionar muito, perguntei apenas pra quê, ouvi a resposta que mais queria, mas ao mesmo tempo a que mais temia:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;- Você vai comigo pra São Paulo!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Fiquei eufórico e ao mesmo tempo apavorado, pois os meus planos como musico estavam começando a dar certo, não pensei em nada, pois como diz o ditado, quem pensa não faz. Mesmo assim, fui fazer o meu “show” e cheguei em casa por volta das 04h30 min, arrumei minhas coisas e logo pela manhã partimos em busca da galinha dos ovos de ouro. No meio da viagem me lembrei que esquecera alguma coisa em Bauru, “bingooooo”, esqueci a Giovana, minha namorada de poucos meses, uma fisioterapeuta linda que já me acompanhava há algum tempo, sem contar que ela é extremamente brava, pensei com meus botões agora danou-se... Ela vai no mínimo me escaupelar, pois não me equivoquei, cheguei em Sampa, liguei no celular dela e deu caixa postal, estava na fazenda e não pegava o abençoado do telefone, retornei a ligação só na terça-feira, a mulher virou uma onça, mas nada mais grave do que alguns palavrões, como tio betão estava com uma vida financeira bem tranqüila, resolvemos que eu não deixaria de honrar com meus compromissos de trabalho com o Turco, então, quando tivesse data marcada aos finais de semana, eu viria de São Paulo para tocar e aproveitaria pra ficar com a Giovana, sem contar que o meu cachê aumentou consideravelmente. E assim foi até encerrar os meus compromissos, todos, até com a Giovana, o que lamentei muito por um bom tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Bom, começa então a nossa “odisséia ao sucesso”. Finalizado todos os meus compromissos em Bauru, minhas preocupações e atenção estavam todos voltados apenas para a minha nova vida na capital. Acredito que seja interessante grifar que quando saí de Bauru ainda pesava &lt;st1:metricconverter productid="86 kg" st="on"&gt;86 kg&lt;/st1:metricconverter&gt;, estava com a barba por fazer, usava cinco piercings nas orelhas, em resumo, estava um relaxo, tinha apenas duas calças jeans, três camisas, um sapato meia boca e um tênis bem surrado. Começamos com um esporro do meu tio:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;- Carlão, quero que você faça a barba e tire esses brinquinhos da orelha, aqui a coisa é séria, a partir de amanhã tudo muda de figura, quero você vestido e se portando como homem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Realmente meu tio pegava pesado, não aliviava mesmo, muito sargentão desde a época da minha infância, mas, todos nós, meus primos e eu, o amamos muito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Tio Beto estava morando com uma mulher, e com seu filho, um cara meio estranho, que vivia em função do computador, acho que por algum tempo consegui desvinculá-lo desse vicio também por ser o único parceiro que eu tinha naquela cidade enorme. Por ser muito porra - loca na época, meu tio resolveu não me liberar muito dinheiro a principio, para que as cagadas não fossem tão grandes. Mesmo com pouca grana, as bagunças foram muito boas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Depois de muita insistência, consegui que meu tio liberasse a primeira saída, logicamente não estava só, o rapaz, tinha que me acompanhar. Mesmo nascido &lt;st1:personname productid="em S￣o Paulo" st="on"&gt;em  São Paulo&lt;/st1:personname&gt;, não conhecia muito a cidade. Naquela noite de alforria, fomos dar uma volta pelo bairro da Mooca para conhecer - mos barzinhos e outros entretenimentos noturnos, descobrimos um barzinho superbacana freqüentado pelos moradores da zona leste paulistana. Final da libertadores da América, São Paulo versus Santos, um super telão na calçada, o povo todo tomando cerveja, aquela festa, final de jogo, três a um para o tricolor paulista, muita festa que foi interrompida por uma gritaria, um corintiano brigava do lado de fora com um são-paulino que levou um soco na boca, e eu muito solicito e a fim de fazer amizades e me desvincular o mais rápido possível daquele parceiro que não me acrescentava&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;em nada, levei gelo num saquinho plástico para o rapaz, que, por sinal, estava muito bem acompanhado de varias garotas, acabou por me apresentar todas elas. Certamente criou-se um vinculo bem gostoso entre as meninas e eu. Sendo novato na turma quanto na cidade, sempre havia convites para as mais diferenciadas baladas ou festinhas, o que me enturmaria muito mais rápido, porém, por não conhecer a cidade e por não ter alvará para sair, nem sempre estava presente com o pessoal, o que fez com que meu entrosamento fosse mais demorado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Por volta de 00h30min saímos do barzinho, o meu parceiro havia tomado duas cervejas e uma caipirinha, estava bastante feliz e sorridente por conta do álcool, saímos andando e rindo em busca de outras coisas para fazer, andamos por volta de &lt;st1:metricconverter productid="100 metros" st="on"&gt;100 metros&lt;/st1:metricconverter&gt; e avistamos um luminoso a nossa frente, logo abaixo havia uma faixa escrito:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;As mais lindas garotas paulistanas, hoje show com Kelly Brown (nome fictício).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Bastou essa faixa para entrarmos. O rapaz jamais havia entrado num lugar desses, eu, pouquíssimas vezes, mas ainda tinha ciência de que deveria ter muito cuidado, não só com minhas atitudes, mas com as do rapaz também. Em resumo, foi divertido. No dia seguinte, vamos ao trabalho, pois esse era o meu objetivo junto a meu tio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Conseguimos atingir a maioria de nossas metas, fechamos negócios, fizemos dinheiro, tudo isso foi muito bom, nossa estadia na zona leste estava por acabar. Começaríamos uma nova vida, agora na zona sul, tio Betão resolveu que mudaríamos dali o mais breve possível, dando a tarefa de achar um apartamento para seu sócio, querendo achar um bom local demorou um mês e meio e o cidadão nos levou para ver apenas um ou dois apartamentos, em contrapartida eu já havia feito um cadastro numa imobiliária via internet sem que ninguém soubesse, entraram em &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Contato, mas, como o sócio do meu tio estava incumbido da tarefa, fiquei em &lt;em&gt;stand by&lt;/em&gt;. A situação chegou a tal ponto, que a missão foi passada a mim, entrei em contato com a tal imobiliária e em três dias, eu tinha oito apartamentos lindos, de exata descrição do meu tio, da forma que ele queria, do dia em que fomos ver os apartamentos ao dia da mudança deu-se uma semana, a coisa foi rápida.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Mudamos e seguimos nossas vidas, um apartamento lindo, &lt;st1:metricconverter productid="480 m" st="on"&gt;480  m2&lt;/st1:metricconverter&gt;, imenso, morando apenas eu e meu primo Alexandre, filho do meu tio Américo, irmão do Betão e da minha mãe. O Lê como é conhecido, estava passando por uma fase difícil com a namorada, e resolveu ir para São Paulo para dar um tempo dos problemas, mal sabendo que ele se ausentou, porém, os problemas continuavam, no mesmo lugar e do mesmo tamanho e forma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Levávamos nossas vidas maravilhosamente bem, tínhamos carros importados, um grande e muito bem localizado apartamento e o Beto encasquetou de comprar uma casa no Guarujá. Alugamos uma a principio, casa grande, bom condomínio, o melhor da cidade. A casa tinha ótima área de lazer, oito quartos, bem estruturada, enfim, não tínhamos do que reclamar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;A família decidiu andar dentro do condomínio todas as tardes para ver outras casas, casas estas que estavam em exposição para venda, todos os dias chegavam deslumbrados com as casas que haviam visto. Numa tarde quente, vi que o tio Beto &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Estava com algo diferente nos olhos, um brilho diferente, certa ansiedade.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Saiu sorrateiramente e quando voltou não se conteve e me chamou para dar uma volta de carro, pedindo para que eu mantivesse sigilo absoluto, sabe que pode confiar em mim sempre, pois, sou seu braço direito. Parou em frente a uma casa maravilhosa, uma das mais bonitas do condomínio, toda branca com o pé direito de 8 mts de vidro blindex, uma casa que eu jamais havia visto, deslumbrante, imponente. Parando o carro em frente à casa ele tirou do bolso um papel, um contrato de compra da casa, fiquei louco de felicidade com mais aquela conquista do meu tio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Entramos na casa, a porta de &lt;st1:metricconverter productid="3 m" st="on"&gt;3 m&lt;/st1:metricconverter&gt; de altura por &lt;st1:metricconverter productid="150 cm" st="on"&gt;150 cm&lt;/st1:metricconverter&gt; de largura, o chão de porcelanato, muito ampla, a cozinha toda em inox, uma piscina maravilhosa com um golfinho pintado no fundo, sauna, churrasqueira elétrica, câmara fria, era muito mais do que precisávamos e muito menos que merecíamos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Dias depois subimos a São Paulo sem contar nada a ninguém, isso fora combinado ainda dentro da casa, segredo total até que o tio resolvesse sua situação com a sua parceira. Algumas semanas se passaram e morando naquele apartamento imenso somente o Alexandre e eu, muitas vezes não tínhamos nada para fazer e ficávamos assistindo TV muitas vezes sem assunto, raras as vezes que conversamos e pedimos pizza, já ficávamos o dia todo juntos então, acabava o assunto mesmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Certa vez, o marasmo realmente tomou conta daquela casa, monotonia geral, repentinamente, um olhou para o outro e resolvemos sair, mas, para onde ir? Tinha exatos duzentos reais para estourar meu limite do cheque especial, mas, mesmo assim, resolvemos ir ao bingo. Troquei um cheque de duzentos reais e partimos para a jogatina, o dinheiro rapidamente se esgotou, pensei que nada tinha a perder, a não ser mais um pouco do dinheiro eu já não tinha mais. Resolvi trocar mais um cheque, desta vez de cem reais apenas. Novamente parti para as maquinas de caça níqueis, desta vez, a sorte pôs-se ao meu lado, resumindo, com quatro bingos e alguns outros prêmios extras, saí do bingo com dois mil reais e os dois cheques que havia resgatado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Resolvida à situação, tio Beto mudou-se para o apartamento conosco, tudo ia às mil maravilhas, dentro do previsto. Como nos negócios há dias em que as coisas vão bem e em outros as coisas não vão tão bem assim. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Numa quarta-feira bastante quente, logo após a passagem de ano, um dia daqueles em que as coisas não vão muito bem, olhei para o tio Beto e cogitei a hipótese de irmos para a casa nova no Guarujá, proposta aceita, mesmo porque tínhamos que descer para concretizar o negócio da compra da casa, aproveitei o ensejo para entrar em contato com uma amiga que estava na praia para nos encontrarmos novamente, pois, na passagem de ano, já a havia encontrado, ela então, me perguntou se eu poderia levar uma amiga dela que estava em São Paulo, mas, que eu havia conhecido no Guarujá quando fui encontrá-la na virada do ano, claro que pude, pois a coisa caminhava melhor do que esperávamos. Tio Beto, ligou para o Rodrigo, seu filho, que acabara de tirar férias da &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Prefeitura e estava já de malas prontas, coma noiva e mais um casal, para irem ao Rio de Janeiro, sem data especifica para chegar, resolveram passar alguns dias na casa do Guarujá. Tudo acertado e combinado, só faltava um detalhe, eu estava de namorico com uma menina que conhecia já há alguns anos e que por coincidência a encontrei em Bauru e combinamos de nos encontrar em São Paulo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Pra dizer bem a verdade, essa menina, foi uma paixão mal resolvida de oito anos atrás, que eu encontrei sem querer e tivemos novamente um &lt;i style=""&gt;affair&lt;/i&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Passei na casa dela para dizer que iria viajar a negócios e que no mais tardar domingo estaria de volta. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Tudo certo e arrumado, 00h00min estávamos em frente ao local de trabalho da amiga qual daríamos carona, demorou um pouco, mas conseguimos partir. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Chegamos ao litoral por volta de 01h30min e fomos buscar a amiga qual citei a pouco, e rumamos ao que até então seria o melhor final de semana que teríamos, mal sabia eu o que me aguardava.&lt;span style=""&gt;                                          &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;A casa estava toda apagada, porém limpa, havíamos saído dali a exatos cinco dias, enquanto descarregávamos o carro, as meninas foram entrando, acendendo as luzes. Mais que rápido, entrei e coloquei as cervejas pra gelar, pois as que estavam na geladeira não durariam muito tempo, na animação, já colocamos uma picanha no fogo e entramos todos quatro na piscina para amenizar o mormaço que assolava a noite, sabíamos que ficaríamos acordados por algumas horas mais, pois, o Rodrigo demoraria a chegar ao Guarujá, por não ter muito senso de lateralidade, sabíamos que demoraria mais que o normal, principalmente quando chegasse à cidade de São Paulo. É incrível, mas, ele sempre erra o retorno, ao menos duas vezes, e isso é praxe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Bom, chegaram a casa por volta das 07h30min, todos cansados, mas ainda tinha uma picanha e algumas cervejas geladas, conversamos um pouco e resolvi me recolher, pois já estava exaurido, já não dormia há quase 24 horas. Acordei por volta das 16h00min, tomei um bom banho gelado, coloquei a minha sunga e desci para a piscina, tomando a iniciativa de uma boa tarde de churrasco entre amigos. Prepara-se a picanha, coloca-se mais cervejas para gelar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;- Puxa, acabou a cerveja! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Não tem erro, pego o carro e vou eu pro mercado, chegando todo disposto, já a toda, o pessoal da casa começava a acordar, alguns ainda no banho e outros já no café, encorajei o povo e entrar na piscina, fui o primeiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;***********&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Minha história com água começou cedo, mais precisamente aos quatro anos, meu pai, sócio de um bom clube da cidade na época, iniciou-me na natação encorajando-me aos primeiros mergulhos, tendo sucesso acabei que, por experiência, dar aulas de natação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;***********&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;        &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;                    &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Meu primo Rodrigo, excelente nadador também, veio logo atrás, seguindo de tio Beto e Marcinho, o silêncio e a tranqüilidade acabaram, todo mundo foi pra dentro d’água por vontade própria ou por livre e espontânea pressão. Sem passar muito tempo, batem à porta, era o corretor, com o termo de compromisso de compra da casa. Sentados à mesa o corretor, tio Beto e eu. O tio assinou o termo e bateu o martelo, o corretor se retirou e a festa aumentou, teoricamente a casa é nossa. Bem terminamos o dia nessa festa, e a noite igual, toma cerveja e come carne, nem queríamos saber de praia, mar, areia, queríamos o que tínhamos e tínhamos o que queríamos, a nuvem da felicidade pairava sobre aquela casa, ficamos isso até o começo da madrugada.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 35.4pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt; Cap. II- O acidente&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;No Domingo, mais precisamente dia 08 de janeiro de 2006, parecia um dia normal, levantei antes que meu tio como de praxe, a casa estava silenciosa, por incrível que pareça o meu primo junto com a noiva e o outro casal, tinham ido à praia, mas, voltariam para o almoço, por volta das 15h30min já acertava as coisas do churrasco, pois o pessoal voltaria para o almoço. Todos se levantaram e começamos os comes e bebes, tudo estava normal e tranqüilo, como disse parecia um dia normal de praia, porém, acontecimentos especiais estavam porvir, o que mudaria a vida de todos os presentes e de muitas outras pessoas que não estavam ali, porem sofreriam tanto ou até mesmo mais do que os presentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Tudo ia às mil maravilhas, quando em uma das brincadeiras de pulos e jogar as meninas na água, eu estava próximo à churrasqueira e vim correndo bati os pés na borda da piscina e fui ao ar de uma altura a qual jamais havia alcançado antes, com o corpo reto, como quem tenta cabecear uma bola dentro da área em uma final de copa do mundo, chegando à altura máxima, inverti o meu corpo num giro de 180 graus, estiquei os braços rente ao corpo como se colasse as mãos espalmadas nas minhas coxas e desci, este é o famoso salto agulha, eu o alcunhei de salto suicídio. Meu corpo entrou na água nada espalhafatoso, reto, duro, um salto perfeito, quando de repente:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Tuuummmmmmmmmm!!!!!!!!!.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Um barulho seco e grave, sem dor alguma, a partir daí, uma sensação estranha, num instante meu corpo foi tomado por um gelo jamais sentido por mim, acredito que foi sentido por pouquíssimas pessoas, o lindo fundo azul da piscina com aquele golfinho super bem feito, agora se transformava, a priore se escureceu e repentinamente se transformou numa escuridão intensa, quase não se via nada, o gelo que tornava meu corpo imóvel e sem sensibilidade, já não me preocupava tanto como eu estava, mas sim, onde eu me encontrava, ou melhor, não me encontrava, pois, não sabia mais onde estava. Vozes praticamente me ensurdeciam, o pavor aumentava a cada segundo, não conseguia discernir as vozes. Uma lentidão se apossou do meu corpo e me levava pra algum lugar, dei-me conta algum tempo depois que estava numa espécie de labirinto, aquele caminho não acabava, não conseguia respirar, o gelado cada vez mais intenso, parecia que o ambiente se tornava mais denso, aquela situação junto ao meu desespero passou a ser insuportável, quando consegui respirar pude apenas dizer uma única frase repetidas vezes:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;- JESUS NÃO ME DEIXA MORRER!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Clamei ao senhor de coração e ELE me apaziguou, foi quando senti que me tiravam daquela situação, abri os olhos e a sensação de gelo, como num passe de mágica sumisse, mas infelizmente, a sensibilidade e os movimentos sumiram também.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;As pessoas muito agitadas e assustadas com o que havia acontecido comigo, se apavoraram, também não é pra menos. Comecei a ouvir novamente os meus amigos, diziam frases não muito confortantes, meu tio gritava bem ao lado da minha cabeça:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;- Chamem a ambulância! Chamem a ambulância pelo amor de Deus!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-size:14;color:black;"  &gt;Instantaneamente, a conseqüência daquele estalo seco e grave foi uma compressão medular. Minha sexta cervical foi dilacerada pela pressão do impacto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Tentando não me deixar “apagar”, meu tio me dizia:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;-Carlão, acorda filho, num morre não, acorda filho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Lembro-me bem que em poucos minutos, comigo ainda dentro d’água, uma moça linda, com uniforme da UTI móvel, me colocava um colar cervical bastante duro e desconfortável, nesse meio tempo, chega outro rapaz também uniformizado, com uma prancha. Tiraram-me da água e as pressas fomos para o hospital da cidade. Dentro da ambulância, as minhas amigas tentavam me confortar. Devo confessar que tentavam confortar com palavras, porque, seus olhos me passavam desespero.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Lembro-me apenas de luzes florescentes passando aos pares, muito rápido pelos meus olhos, pessoas falavam muito ao meu redor. Pude sentir uma leve agulhada na cabeça por conta da sutura de um racho que havia aberto no meu coro cabeludo,não agüentei, consegui relaxar e adormeci. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Acordei novamente na ambulância, só que desta vez muito mais rápido e por incrível que pareça, chacoalhava mais.Tinha minha cabeça imobilizada por vários aparatos de primeiros socorros e o meu corpo... Opa! Cadê meu corpo, eu não mais o sentia, nem os pés, nem pernas, resumindo, absolutamente nada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Boomm! Senti-me como Hiroxima, uma bomba havia acabado com a minha vida, em uma fração de segundos não havia mais nada apenas a cabeça, o resto havia desaparecido. Sem qualquer sinal de vida, apenas um corpo. Adormeci novamente. Acordei com o balançar brusco da maca a qual me encontrava todo amarrado, pelo menos a cabeça, pois o resto eu não fazia a menor idéia de onde poderia estar. Rodeado de entes e amigos, numa espécie de maca diferente, com grades ao meu redor, as pessoas todas preocupadas tentando me passar à calma que elas mesmo precisavam. A expressão facial de quem me rodeava era a de pânico, confesso que me senti por alguns segundos o verdadeiro Frankenstein. Disseram-me algumas coisas as quais não me recordo, sei que estava muito bravo por ter acabado com o final de semana do pessoal todo, mal sabia eu que a minha vida estava por um fio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Fui levado para o pré-operatório, dali, não me recordo de mais nada, acredito que apaguei assim que me deram anestesia geral.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Meu tio, muito preocupado, pra falar a verdade, muito mais que qualquer outro, entrou em contato com um amigo que trabalha no hospital, um grande cirurgião, até mesmo chamado por alguns de o papa da neurologia. Assim que o doutor me viu, meu tio correu e perguntou qual era a minha real situação. O medico, sem muito tato e acostumado a esse tipo de situação, respondeu que, minhas chances eram pequenas, segundo o médico eu tinha 80% de chance de morte e os outros 20% de ficar tetraplégico&lt;span style="color:black;"&gt;. Após alguns exames, foi constatado o real quadro. O trauma raquimedular foi confirmado e minha medula nervosa havia sido afetada&lt;/span&gt;&lt;span style="color:red;"&gt;.&lt;/span&gt; O pânico tomou conta de todos, em constante oração, entre choros e suspiros, meus entes e amigos aguardavam por um acalento em seus corações, aguardavam um dos médicos da equipe de neurocirurgia aparecer e dizer que estava tudo bem, o que não aconteceu. Como se não bastasse, toda aquela preocupação e pressão, tio Beto ainda passou por momentos difíceis e apertados, pois, além de tudo, tinha uma tarefa bastante difícil. Contar pra minha mãe o que havia acontecido. Imagine, ter que contar pra sua irmã, que o filho dela, pulou na piscina, quebrou o pescoço e esta entre a morte e a quase vida, entrando no centro cirúrgico e o medico, sem ajudar muito disse que o quadro não era muito favorável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Disseram-me que uma nuvem negra pairava sobre a cabeça do meu tio. Meu primo, Alexandre, só sabia chorar. Minha mãe sempre foi muito apavorada e extremamente zelosa conosco, não teria como falar com ela no estado emocional que cada um dali se encontrava, de repente, surge uma luz em meio toda aquela escuridão, tio Beto pensou na Vânia, sem pensar em mais nada, ela seria a única forma de avisar a minha mãe. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Tio Beto ligou para Vânia e contou o que havia ocorrido comigo e pediu para que ela desse um jeito de contar pra minha mãe e de forma alguma a deixasse ir a São Paulo até que se acalmasse, o que provavelmente não aconteceria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;A noticia foi dada, o pavor tomou conta da casa, todos choraram muito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Minha mãe, como disse no inicio, é uma cristã de muita fé, imediatamente caiu de joelhos no chão e começou a orar, isso por volta de meia noite. O Senhor acalmou seu coração, mas ela continuou a orar até que o telefone tocou, mais ou menos 06h15min, assim que o médico deu sinal de vida, e da minha vida também, dizendo que o quadro havia se revertido e agora eu tinha 80% de chance de ficar tetraplégico e 20% de chance de morrer. A preocupação aliviou, mas não acabou, o quadro havia se revertido, Glorias a Deus por isso. E continuaram a orar e muito. O Rodrigo junto com a noiva e o outro casal, partiram dali para a viagem ao Rio de Janeiro, pois ali não poderiam fazer nada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Acordei na segunda-feira à noite, acredito eu, pois onde estava não tinha janelas e saber se era dia ou noite. Todo entubado, com um caninho no nariz, o que doía demais, uma máscara que me obrigava a respirar, muitos barulhos estranhos, um tu...........tu................tu... vinha do monitor cardíaco, um outro parecido com aquele ruído de quando alguém suga até a ultima gota do suco de canudinho e bem lá no fundo o ruído de uma tv. Abri os olhos e comecei a botar reparo no lugar que eu estava. Um quarto escuro, com alguns monitores, alguns saquinhos pendurados ao meu lado, eu com o pescoço duro, imobilizado e o resto do meu corpo, ainda não tinha voltado.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Me botei reparo e pensei:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Dessa vez eu caprichei! Mas, tudo bem, daqui a uma semana eu estarei de volta, isso é só um susto, deve ser frescura do tio Beto. Mal sabia eu o que havia me acontecido. De repente, do nada, vem três mulheres, sendo que uma delas carregava uma seringa apontada para o alto, com muita prática, injetou um liquido dentro do meu soro. Aquilo me fez ter alucinações extraordinárias e logo em seguida adormeci. Acordei já na terça-feira pela manhã, consciente, acreditei por alguns segundos que tudo aquilo não passara de um sonho, até botar reparo novamente. Realmente minha vida havia mudado, na velocidade de um raio, nada mais poderia fazer, apenas lutar contra aquela tragédia. Logo que acordei, já se aproximavam mais três pessoas, sendo duas vestidas de laranja, que depois eu vim saber que se tratavam de fisioterapeutas, e uma de azul, que era enfermeira, tentei falar mas não consegui, por este motivo elas estavam ali, para remover o tubo que muito me machucava, me impedia de falar, entretanto, me ajudou a me manter vivo até aquele instante. Acredito que não preciso citar que a dor foi intensa e que xinguei muito, coitadas das meninas, além de estarem executando seu trabalho, estavam me ajudando muito e ainda ouviram bons palavrões. Minha falta de educação no momento me atormentou por vários dias. Não tardou muito, veio uma auxiliar de enfermagem e me disse que tinha visitas, entrou meu tio e meu primo. Tio Beto tentava a todo custo se controlar, mas já estava com o semblante muito mais tranqüilo, já o Alexandre, tentando alegrar as coisas, entrou no quarto da UTI falando alto e com um porquinho de pelúcia que usava óculos de sol, um colete de couro e uma bandana vermelha na cabeça. Tendo o porquinho debaixo do braço, disse que já havia o batizado de cabeção, nome o qual ficou. Não preciso dizer que o bichinho se tornou mascote da UTI. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Ficaram ali por alguns minutos e saíram, quando de repente a surpresa, entram no meu quarto, minha mãe, minha tia e a Vânia, as três extremamente preocupadas, mas gratas a Deus por eu estar vivo, conversamos por vários minutos a enfermeira entrou novamente e disse que só poderia ficar uma acompanhante comigo, a partir dali, minha mãe abraçou a causa e dispensou as duas. Agora éramos apenas nós dois com aquela ogiva nas mãos. Eu estava tetraplégico e minha mãe morta por dentro, encarando esse monstro, até então desconhecido, de frente, como uma leoa, eta baixinha fervida. Algumas horas depois, tivemos a grande noticia de que eu já estava de alta para a semi-intensiva. Ufa, isso é que é alivio, não existia mais risco de morte. Aguardei alguns instantes até a equipe de transporte me buscar. Partindo, dali começava uma nova fase. Cheguei num quarto bacana, com TV, frigobar, e mais monitores, ali eu poderia receber visitas a qualquer hora, mas ainda assim, alguma coisa me incomodava, não eram apenas os cateteres que muito me machucavam, parei e tentei imaginar o que seria. Claro, estava com sede. Para minha decepção nada de água, minha mãe molhava um algodão e passava na minha boca, aquilo me consumia por dentro, meu Deus, há dois dias estava tomando cerveja, uísque e o que mais viesse, agora nem água, que loucura, em que mundo eu estou, pensei. Quatro dias depois fui liberado para tomar meu primeiro gole. É impossível descrever, o quão bom é tomar água, quem disse que água não tem gosto esta louco, é a melhor bebida que já provei, simplesmente divina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Segui a minha vidinha ali por mais um ou dois dias, até que acabou o meu sossego, a coisa ficou feia, entrou um enfermeiro no quarto, o que cuidava de mim, e disse que tiraria o cateter do nariz, disse que não ia doer nada, que seria como se um macarrão saísse do meu nariz e que já poderia comer. Doce a ilusão, de que não doeria, ele mentiu pra mim, aquela tripinha começou a sair de dentro do meu nariz, a sensação é até agradável a principio, mas, ninguém me avisou que, para a sonda se fixar no estomago, ela tem um chumbinho cheio de pequenas garras, muito semelhante a um ouriço. Pois bem, a tripinha começou a sair como um espaguete e terminou como se fosse um tiranossauro rex de boca aberta fazendo farra dentro do meu nariz, até ali, aquela tinha sido a mais dolorosa experiência da minha vida, os olhos encheram de lagrimas contra a minha vontade, xinguei um pouco apenas, pois a menos de uma semana, os meus últimos xingamentos ainda me amargavam a boca de remorsos. Doce também a ilusão de que poderia comer, me mandaram umas papinhas HORRIVEIS, depois a coisa foi melhorando.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Logo pela manhã, devo confessar que nunca gostei de acordar cego, entra no meu quarto um rapaz todo alegre e simpático, falando alto e sem parar:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;- Bom dia Carlos!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Pensei comigo, bom dia pra quem? Mas, resolvi não ser mal educado, apenas olhei a figura e ele continuou:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;- Meu nome é Junior, sou seu fisioterapeuta, você dormiu bem?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Pensei, esse cara só pode estar de sacanagem. Estou aqui, deitado, dormi mal pra caramba, estou de mau humor além de não me mexer e esse cara entra aqui nesse animo todo perguntando se eu dormi bem? Fala serio! Já armei uma bomba pra soltar, mas novamente me lembrei das coitadas da UTI, e achei melhor ser educado, pois, algo me dizia que eu veria aquela figura mais vezes. Disse então apenas um oi seco e disse que estava bem. Fiz a fisioterapia respiratória, depois ele mexeu um pouco em mim, se despediu e saiu. Em poucos minutos, entra no quarto um auxiliar de enfermagem chamado Jorge, disse que me daria banho, bom, acreditei que tomaria uma ducha bem gostosa, aquilo me animou, apenas por um segundo, me lembrei da minha situação e perguntei que raio de banho que eu tomaria estando daquele jeito. Ele me disse que me daria um banho de gato, na cama mesmo. Não adiantou nada minha felicidade havia acabado, só senti o pano molhado no rosto, o resto não sentia nada. Viraram-me para um lado e depois para o outro,o Jorge que me deu banho e mais dois, os quais não lembro o nome. Tomei o banho deitado, mesmo assim, acreditem, aquilo me cansou muito. Já limpo, tive que tirar um cochilo, ou como diz a minha mãe uma madorninha. À tarde, mais fisioterapia respiratória e movimentos. Isso se repetiu por alguns dias. Acabei fazendo uma amizade muito bonita com o Jorge, dei liberdades, enfim, viramos amigos. Um dia, Jorge entra no meu quarto com um brilho diferente no olhar e diz:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;- E aí Carlão, vamos tomar uma chuveirada?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Meu dia clareou. Havia me esquecido de como era a sensação de ter a água caindo na minha cabeça. Topei imediatamente. Entraram comigo no banheiro de costas, me empurrando, tomei banho pela primeira vez sem supervisionado por três enfermeiros do tamanho de uma porta. Dado o delicioso banho, saíram comigo do banheiro de costas, e finalmente vi o reflexo no espelho de algo que já me esquecera, meu reflexo me passava uma realidade diferente a qual estava acostumado. Um corte imenso no pescoço, faltava ainda um bom pedaço do meu cabelo, por conta da sutura, minha barba já estava por fazer no acidente, quando me vi no espelho, já fazia mais de uma semana de acidente, a barba estava enorme, quase não me reconheci. Isso me chocou por uns quatro ou cinco dias, mas, não me deixava de olhar no espelho vez alguma que ia tomar banho. Os dias foram passando e as coisas foram melhorando, já tinha dieta livre, meu braço esquerdo começou a receber sinais nervosos, o que chamam de fibrilação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Os médicos me visitavam todos os dias e eu ainda não sabia direito o que realmente havia acontecido comigo, eu comecei a questionar a todos os que eu achava que sabia do meu quadro. Disseram-me que eu havia tido um grave trauma na sexta cervical e também com uma lesão medular incompleta. Juro que não acreditei no começo. Achei que as pessoas estavam exagerando. Mas a pergunta que não queria calar, ninguém respondia:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Eu vou andar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Ninguém me respondeu esta pergunta até então.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Quando nos encontramos em uma situação de risco, nos apegamos a qualquer coisa, independente se de poder ou não. No meu caso, as coisas não iam muito bem, e ainda assim tinha duvidas a respeito da minha fé. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Saí da semi-intensiva e fui para a ala, ou, os quartos, desta vez, estava sem monitor nenhum.Fui fazendo novas amizades, conhecendo outras pessoas, e fazendo fisioterapia, e passando dores e peitando o problema. Passei a ter ciência de que aquilo era mais uma barreira na minha vida e que eu tinha que superá-la.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Num final de tarde, de uma quinta feira de bastante calor, chegou o fisioterapeuta para me atender, até então sem novidades. Assim que ele saiu, entrou a Ana Carolina, uma enfermeira padrão do hospital, muito simpática, igual a todos os outros funcionários do hospital, Carol, como eu a chamava, chegou eufórica e dizendo que tinha boas novas, disse que no dia seguinte, seria atendido no Centro de Reabilitação. Fiquei super feliz, até mesmo emocionado com a noticia, há muito não via pessoas diferentes, queria era trocar os ares. Procurei me informar com os auxiliares de enfermagem, como era este tal centro de reabilitação, o que tinha lá de diferente. Um dos quais perguntei me disse, entre outras coisas que não dei muita atenção, que tinha muita fisioterapeuta bonita e que eu gostaria muito de começar a freqüentar o centro. No dia seguinte ainda fiz a fisioterapia da manhã no quarto, na hora do banho, me lembrei do que o rapaz disse, confesso que aquilo me deixou muito mais entusiasmado a me reabilitar, pedi ao enfermeiro que fosse me dar banho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Não deixe sua visita passar em branco.... deixe um recado, critica, mmensagem....&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;desde já agradeço.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Welcome to my life.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6379135093079228549-7187496740510937340?l=artedorenascer.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artedorenascer.blogspot.com/feeds/7187496740510937340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6379135093079228549&amp;postID=7187496740510937340' title='52 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6379135093079228549/posts/default/7187496740510937340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6379135093079228549/posts/default/7187496740510937340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artedorenascer.blogspot.com/2008/04/quase-toda-histria.html' title='Quase toda história...'/><author><name>Fenix - A arte do renascer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18401939366123544762</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_zxjlmQeJG5Y/TT35X1TREgI/AAAAAAAAAJQ/LR1h0d2pDvs/s220/lanc%2B17.JPG'/></author><thr:total>52</thr:total></entry></feed>
